Outra está sendo construída no mesmo local. Segundo um dos engenheiros com quem
conversamos, a nova ponte agora vai ser feita prá 'durar'.
A placa posta em 2 locais, ainda no ano passado, diz que a obra dessa nova e 3ª ponte sairá em fevereiro, próximo. Mas, há cerca de 4 meses, por lá estivemos em Vistoria Popular e verificamos que dificilmente a obra será entregue no prazo colocado na placa, mesmo em uma visão de pessoas leigas em construções de pontes municipais.
Na última 4ª-feira, 14-01, lá retornamos e, em conversas com pessoas residentes às margens daquela estrada vicinal, soubemos que atualmente há muitos trabalhadores, mas também muito serviço a fazer, especialmente os "pés da ponte".
O forte e considerado receio é que os serviços sejam feitos "a todo o vapor" e tenham que ser refeitos em muito breve, como na AL-110, sob risco de a nova ponte também desmaiar Perucaba a dentro.
Em textos anteriores, os fatos já foram publicizados nas redes sociais e em blogues: ONGUE DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO: O MAL FEITO JÁ DERRUBOU UMA PONTE E A PLACA DA - PARTIDO DOS TRABALHADORES E DAS TRABALHADORAS SÃO-SEBASTIÃOENSES: PONTES REPERCUTEM NOS SILÊNCIOS e ONGUE DE OLHO EM SÃO SEBASTIÃO: PLACA MAL FEITA ESCONDE O QUÊ?
Em conversa com 2 cidadãos, um na comunidade "Banda de Lá', encravada no povoado Malhada da Onça, e outro no povoado Belisca Pau, soubemos que a quantidade de operários que lá estavam trabalhando nunca houve antes, mas mesmo assim entendem que a ponte não sairá no prazo.
'Espero que o Inverno não chegue, senão ficamos ilhados", disse-nos um deles. O nobre trabalhador rural concluiu a sua compreensível angústia, sob a perspectiva de um assunto comum à sociedade brasileira, atualmente: "deve ser coisa de orçamento secreto, de emenda parlamentar".
Algo aparentemente tolice, mas bastante interessante é que na placa anterior da caída 2ª ponte, informava-se que ela era a ponte do "Povoado Belisca Pau" e a placa da nova ou 3ª ponte diz que ela é no "Povoado Malhada da Onça", apesar de ser no mesmo local.
Por que a mudança do nome do povoado da localização da mesma?
Uma Professora que não quer o seu nome divulgado, mas que por lá passa constantemente, conjectura e levanta a suspeita que é para ninguém ficar sabendo que a recente e festejada ponte anterior já caiu. Pode ser isto, realmente, até porque outros motivos jamais foram publicizados à população.
Retornando à desasfaltada Rodovia Dona Rosinha, objeto desses relatos e esclarecimentos, na mencionada 4ª-feira percorremos os 14 quilômetros da mesma e percebemos a gravidade das desinformações divulgadas nas redes sociais e na imprensa, e das silenciadas e omitidas ruins situações da obra.
Por quê?
Bem... Que se saiba, os motivos não foram divulgados.
Mas nas conversas se levantaram algumas hipóteses. 2 delas, apesar de algo ruim para as populações da região, podem fazer e trazer reais percepções de simulações.
Ações dissimuladoras são bem factíveis. A considerável mobilização e as divulgações de término da obra em claros e impossíveis 3, 4 ou 5 meses seriam para dar respostas a diversos órgãos de controle e às populações prejudicadas, em razão de manifestações em redes sociais e na imprensa em geral, buscando evitarem-se fiscalizações ou possíveis auditórias de órgãos de controle e da por que não Codevasf?
Aliás, frise-se, nas 7 vistorias populares, com a de 14-01, passado, apenas em uma única fez foi vista a presença de profissionais da Companhia de
Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.
A outra seria a proximidade das eleições nacionais e as críticas que o desasfaltamento e os maus gastos dos dinheiros públicos no montante de R$50 (cinquenta milhões de reais) podem provocar em candidaturas federais ou estaduais (e até mesmo municipais).
Em um conjunto de fotografias e de vídeos, bem como de conversas com moradores e moradoras residentes nas beiradas da Rodovia Dona Rosinha o impacto negativo é imenso, em virtude das antigas promessas de pavimentação, inclusive as atuais que estão sendo bastante registradas e divulgadas.
Por isso, pela 1ª vez, o abandono da Rodovia AL-485 e o uso enganativo dela, tornou-se objeto massivo de debates populares e de cobranças públicas nos municípios São Sebastião e Feira Grande, e outros, bem como da continuação de relatos e de fotos e de vídeos, no sentido de buscar explicações sobre os destinos dos mais de R$50 milhões que foram destinados às obras ainda inacabadas totalmente e que se não forem feitas de quaisquer jeitos para logo ser refeitas, não sairão tão breve.
Aliás, um assustado, mas consciente operário, sob condição de anonimato, disse-nos que: "prá ser entregue até maio é impossível, só se acontecer de qualquer jeito, para em um ano, ou menos de dois, ser totalmente refeita".
Através dessa longa e partida matéria, as populações agradecem a coragem daquele trabalhador, em pleno Dia de nós, Adultas e Adultos. Demais manifestações continuarão na parte 03 da matéria, que
ainda pode ser atualizada, com o interesse e a colaboração de alguém, com estes:
[14/01, 07:31] SE TIVER CORAGEM, DENUNCIE AO POVO
Pois há algo de muito errado sendo feito com pontes e passagens molhadas no Riacho Perucaba.
Essas obras são feitas e refeitas e até rerefeitas etc..
Só para citar em São Sebastião: Brejinho II, Belisca Pau-Malhada da Onça, Malhada da Onça-Belisca Pau, Malhada da Onça-Braúnas, Poço Dantas-Sítio Novo [AL-485] e Bicas-Pedras etc..
Segundo cada Vistoria Popular, essas obras não aguentam uma simples fiscalização de órgãos de controle ou do DER e do DNIT.
Só as nossas omissões ou conivências deixam essas obras de más qualidades acontecerem impunemente.
LUTE TAMBÉM!
Pois a Dona Rosinha, que tanta água e café, e até leite, serviu à população, não deixará a mesma ser enganada por políticos municipais, estaduais e nacionais, a depender do agir dos órgãos de controle e de fiscalização.
A você, ela pede que não deixe de agir, ajudando a pavimentação do trecho da Rodovia AL-485, São Sebastião-Feira Grande-São Sebastião a sair do papel e a deixar de servir para enganar pessoas desatentas."